sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Novo anúncio da Zon (brincadeira :)

Esta semana estive doente, e ainda estou, pelo que não estou com grande capacidade de escrita nem de criatividade.

Deixo-vos assim com uma "piada" relativa aos novos anúncios publicitários da Zon, e ao futebol! :)






sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Queda do muro de Berlim




Faz no próximo dia 9 de Novembro 20 anos após a Queda do Muro de Berlim, e pareceu-
-me impreterível falar deste assunto e relembrar este acontecimento.


O Muro de Berlim foi construído pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) durante a Guerra Fria, e separava-a da Alemanha Oriental.


Além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: República Federal da Alemanha (RFA), que era constituída pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos; e República Democrática Alemã (RDA), constituída pelos países socialistas simpatizantes do regime soviético.


Construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda.





Este muro provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas de o atravessar.


O Muro de Berlim começou a ser derrubado na noite de 9 de Novembro de 1989 depois de 28 anos de existência, e constituíu o acto inicial da reunificação das duas Alemanhas.







No dia 10 de novembro de 1989, berlinenses

orientais e ocidentais

confrater- nizaram com uma

verdadeira dança sobre o Muro, que deixara de

ser uma barreira desde a noite anterior.

Hoje, pouco resta da histórica muralha que separou dois Estados alemães por tanto tempo.

E embora historiadores defendam que esta queda e o fim de Guerra Fria contribuíram para o aparecimento do terrorismo, eu pergunto-me...
Como pode um país e o mundo viver em paz com a existência de guerras e de barreiras não só psicológicas e reliogiosas, mas também físicas??

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Um exemplo de coragem



Esteve recente - mente em Portugal a convite do Bloco de Esquerda. Chama-se Malalai Joya e é uma afegã de 31 anos.

Em 2003, na Loya Jirga, a assembleia de representantes locais que preparou a Constituição do país, fez um discurso de três minutos no qual denunciou a presença de corruptos, criminosos e senhores da guerra. Escapou intacta com a ajuda das Nações Unidas. Depois foi eleita deputada, continuou com as mesmas denúncias, e comparou o Parlamento a um jardim zoológico e a uma estrebaria. Afastaram-na mas não conseguiram pôr fim à sua luta.

Entre Cabul (onde vive com a cabeça a prémio), e as viagens internacionais regulares, ela incomoda o poder afegão e mundial.

Denuncia a situação das mulheres afegãs, as violações, as violações de crianças,o tráfico de drogas, os mortos e feridos diariamente, e a insegurança que se vive apesar da presença dos cem mil soldados estrangeiros. Refere que há mães dispostas a vender os filhos por 10 dólares.

Faz do activismo a sua vida e a sua forma de viver. E fez-me reflectir mais uma vez.

Que mundo é este em que vivemos no qual uma mãe é capaz de vender um filho? Onde se violam crianças? Onde "matar uma mulher é o mesmo que matar um pássaro"? E onde se instalam guerras e se mata em nome da paz?

Admiro profundamente estas pessoas que têm coragem de dar a cara por aquilo em que acreditam, mesmo que isso implique pôr a vida em jogo. Pessoas que não esperam apenas por um mundo melhor, mas que lutam para que isso aconteça. Espero um dia ser uma dessas pessoas.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Boa estratégia de Marketing






Há umas semanas atrás podia--se ver a circular pelas ruas de Londres a sala de cinema mais pequena do mundo. Tratava-se de um "rickshaw" (típico transporte oriental de três rodas), com lugar para duas pessoas, e onde, por um preço bastante acessível se podia ver um bom filme.


Considero esta iniciativa portadora de três qualidades que penso serem impreteríveis numa boa estratégia de marketing: é original, dado nunca ter ocorrido nada igual; ao ser original é inevitavelmente suscitadora de impacto (positivo ou negativo); e após a criação deste impacto, é certo que ficará na memória do público. E é isso que se pretende.


Este cocktail de características associadas a um nome (re)conhecido como é o do grupo Virgin só poderia originar uma fórmula de sucesso.


Até para a semana!




quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Comunicação Política

Esta semana falarei sobre comunicação e estratégias de comunicação política,uma vez que já se encontram terminadas as eleições, não correndo assim o risco de ser criticada nem sancionada como aconteceu a José Diogo Quintela na sua crónica na revista Pública emitida no dia das eleições legislativas.
Ora bem, Política é Comunicação. "Para chegar ao poder, assim como para o exercer ou prestar contas ao cidadão, a política é comunicação." É a ela que se atribui a função de difundir os princípios e valores que fundamentam a ideologia de cada partido. Para haver uma escolha tem de existir informação sobre as diversas opções e caminhos pelos quais se pode optar. O que todos os partidos desejam conquistar, são votos. E um voto não é mais do que uma escolha.
A primeira fase deste processo passa pela difusão do nome do líder, candidato, plataforma política e acções a levar a cabo por estas.
A segunda fase visa alcançar o apoio dos cidadãos. E aqui entra o poder de persuasão, sendo necessária uma mensagem apelativa, emocional, influente e acima de tudo verdadeira e congruente, pois, citando Abraham Lincoln: "É possível enganar toda a gente durante algum tempo, e mesmo alguma gente durante todo o tempo, mas não é possível enganar toda a gente durante todo o tempo."
Ou seja, a capacidade de divulgação da mensagem pretendida, e da comunicação dos dirigentes políticos começa a ser um atributo determinante, porém ineficaz se não for coerente com as suas políticas de acção.
Uma boa estratégia de comunicação é o KISS: "Keep It Simple and Shorter". Objectivos claros, convicções sólidas, e veracidade, pois é a falta de confiança no sistema político e nas promessas feitas que continua a originar uma taxa de abstenção eleitoral de 40%.
Mas estará a comunicação política portuguesa a ir pelo melhor caminho? PSD ganhou as legislativas por ter espalhados cartazes de norte a sul com o slogan "Política de Verdade"? O que falhou a este partido que prometia o que todos desejamos: verdade? Mudança, ruptura com as estratégias passadas, inovação, algo que faça voltar a acreditar que é possível ser melhor.
Foi, a meu ver, a vontade de mudar e de ser a própria mudança, que levou Barack Obama a ser o seu próprio veículo de difusão comunicacional, não se tendo apenas apoiado nos outdoors, slogans...
Os cidadãos sentiram-no perto, acessível, identificaram-se e provavelmente em certas alturas até se reviram nesse homem cujo percurso podia não ter sido de sucesso, dado ter passado por dificuldades. Mas superou-as, não baixou os braços, fazendo assim uma analogia a como seria a sua forma de actuação também no país.
A mensagem que pretendia transmitir surtiu o efeito desejado, e Barack Obama venceu, no seu país e no mundo.
E é isso que todo o tipo de comunicação, em todas as suas áreas de actuação, pretende : vencer.